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quinta-feira, 8 de março de 2012

The Wings of Desolation


The Wings of Desolation, criado no final de 2011 por P. O conceito ideológico e filosófico, que é transmitido em The Wings of Desolation visa encontrar a liberdade pura do indivíduo, sendo ela no plano causal ou acausal. A essência do homem livre de todas as divindades e ordens que existem em todo o ciclo seguindo o seu real destino e vivendo os seus sonhos de forma elevada através da morte, atingindo o renascimento. Assim livre de tudo e de todos de uma forma totalmente superior.

Atualmente através de suas fontes oficias foi divulgada uma música instrumental intitulada de ‘’The Dance of Melancholy (Part I)’’ Essa canção irá estar no seu álbum de estreia que está em processo de término de gravação, no momento. Também foi divulgada a capa oficial desse trabalho junto com o titulo do mesmo.


The Dance of Melancholy (Part I):

http://youtu.be/R-njI-_kEV8


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Official Youtube

[Entrevista] - FEIGUR

Olá Graf! Antes de dar início a essa entrevista eu gostaria de agradecê-lo por responder minhas perguntas especialmente para o Brasil, é uma grande honra ter você por aqui! Sua arte tem um estilo único, parabéns pelo trabalho e dedicação!

P: Eu confesso que conheci sua música através do myspace há alguns anos atrás e achei o seu trabalho espetacular! Para começar eu gostaria de saber como surgiu a idéia de criar o Feigur e também de saber um pouco sobre as suas fontes de inspirações para criar essa atmosfera única que existe no seu trabalho, se possível.

GVF: Olá Peste! Eu realmente estou muito contente de ver que você tem acompanhado esse projeto por muito tempo. Na verdade, quando comecei o Feigur, eu estava muito inspirado pela música Dark Ambient / Ritualist / Atmospheric. Naquele tempo, eu não sabia tudo, mas eu estava sentindo algo muito intenso. Eu tinha alguns registros em minha casa, mas eu não sou nenhum lunático Black Metal como alguns... Eu tive esse sentimento especial, esta ‘’joia’’ que se desenvolveu intensamente e foi me engolindo, eu estava fazendo algo sozinho para o meu espírito se consumir e também a necessidade de consumi-lo, e é isso que me introduziu a vontade de criar esse projeto. Foi durante a gravação do álbum do Dementia Ad Vitam (meu outro projeto de Dark Ambient). Eu queria fazer algo mais frio e extremo diferente de tudo o que eu já tinha feito até o momento, eu fui desafiado por esse desejo de fazer todo um universo musical criado apenas por mim. Meus objetivos se vincularam com a minha formação musical ligada as bandas que eu estava ouvindo no momento (Immortal, Dimmu Borgir (apenas o For All Tid), Burzum, Wongraven, etc...). Eu também tenho alguma influência progressiva de bandas como Katatonia ou Opeth.

P: Em 2008 foi lançado o I, Pestilence (EP). Conte-me um pouco como foi o processo de gravação e também como foi à repercussão desse trabalho, por favor. Esse foi o primeiro lançamento do Feigur, certo?

GVF: Sim, você está certo! Esse foi o meu primeiro trabalho com esse nome. O processo de gravação foi realmente primitivo, como era a primeira vez eu estava gravando vários instrumentos sozinho. Eu tive que aprender bastante sobre sequenciamento, mixagem e como lidar com toda a tecnologia, meus estudos eletrônicos me ajudaram um pouco para isso, eu acho, mais ainda não era nada perfeito, você sabe... Todos nós aprendemos com os nossos erros. No final tudo apareceu para mim de uma forma muito positiva mesmo eu estando consciente da gravação sendo um pouco desajeitada. Foram lançadas 111 cópias que se esgotaram muito rápido, mas esteja ciente que isso pode ser reeditado em algum momento.

P: A música instrumental ‘’My Return To Ashes’’ é uma espécie de violão clássico, muito bem trabalhado por sinal. Como músico você acha viável adicionar esses elementos não tanto tradicionais em músicas? Refiro-me a não se privar apenas a guitarras com distorção e outras coisas que se tornaram muito comuns nas músicas dos dias de hoje.

GVF: Para mim Black Metal não é apenas guitarras distorcidas, ou bateristas e vocalistas intensos, é uma essência muito forte! É algo muito interessante transpor essa essência com outros instrumentos. Wongraven por exemplo, que é Dark Ambient, e expressa-se como Black Metal puro para mim.

P: Mudando um pouco de assunto, eu gostaria de falar um pouco sobre o II, Desolation, particularmente esse é o meu disco preferido! Não pense que eu estou comentando isso apenas por estar lhe entrevistando (risos), mas é realmente um material que eu acho muito bom! Você conseguiu transmitir total melancolia, solidão, depressão e é claro, desolação nesse disco. Por favor, me conte como foi o processo de criação e gravação desse material tendo em nota o pouco espaço de tempo que existe entre o lançamento do I, Pestilence (2008) em relação ao II, Desolation (2009).

GVF: Muito obrigado! As músicas desse álbum foram escritas logo após o termino da primeira obra. Como eu estava querendo manter as coisas nos trilhos, a minha inspiração me ajudou a fazê-lo, Eu acho que realmente abrir portas por dentro da faixa ‘’The Suicidal Perfection’’, da primeira obra, e eu realmente queria continuar nessa direção, conseguir deixar um grande espaço de evolução musical para o final do álbum, e você nota claramente que quando chegamos na segunda parte (II, Desolation) as coisas são bastantes focadas na desaceleração das funções vitais, hipotermia e finalmente... A morte. Eu conseguir chegar onde queria, no final, o processo de produção, a trilogia só apareceu para mim e definitivamente motivou minhas escolhas para o final desse álbum. Tudo o que foi e vai ser escrito a partir de então irá seguir certas paisagens e por isso o próximo álbum vai ter uma certa unidade, ao contrário dos dois primeiros lançamentos. Eu não me lembro muito bem como fiz para grava-lo, pois tudo for regravado antes do lançamento. Pelo que eu sei, eu estava totalmente perdido em minha mente, e as únicas coisas que me motivavam na vida eram as artes e matemática.

P: Há uma série de casos de suicídios no Black Metal, o Dead do Mayhem, Jon do Dissection, entre vários outros e é um tema muito controverso, na maioria das vezes se torna muito polêmico também. Qual é sua opinião em relação ao suicídio? É algo valido quando você tem um ideal relacionado à morte ou você acha que suicídio é para os fracos:

GVF: Quando você está cercado por pessoas que amam você, mas você não é capaz de amar a si mesmo, o suicídio é visto semanalmente. Quando você está apenas pensando em você, é dito como egoísta. A varias razões para o ato, eu não tenho muito a que dizer.

P: Qual é o seu maior objetivo em relação a sua música?

GVF: Percepção.

P: As capas dos materiais do Feigur lançados e também algumas imagens que podemos encontrar em seu site são totalmente ligadas à natureza, as imagens são muito bonitas por sinal. Eu gostaria de saber de onde surgiu essa idéia, isso combinou bastante com a sua música. É você mesmo quem tira essas fotos?

GVF: Sim, sou eu. Como eu estou sempre fazendo tudo sozinho no Feigur eu estou também captando todas as imagens necessárias para o projeto, ela vem de lugares que eu estou familiarizado a ir, e eu preciso voltar lá muitas vezes, para não perder a fibra que me enche.

P: Será que algum dia irá ter algum show do Feigur ou você não acha isso viável? Por favor, conte-me um pouco sobre essa questão.

GVF: A música do Feigur definitivamente não é para ser apreciada em um show. A principio poderia ter ficado muito bem, mas não chega tão próximo do que transmito em um álbum. Eu não uso muito da cena metal, a maioria das bandas estão usando alguma coisa clichê e isso torna tudo demasiado, gay / pop. Coisa que eu não gosto.

P: Se possível, comente um pouco sobre suas influências musicais, o que você tem ouvido ultimamente? Você ouve alguma música do Brasil?

GVF: Toda minha influencia musical, pelo menos no começo do Feigur veio de bandas como Opeth, Burzum, Katatonia, Dimmu Borgir (antigo), Manes. Mais Feigur e meus sentidos são minhas atuais influências musicais.

P: Eu gostaria de saber se você está trabalhando em algum novo lançamento do Feigur, afinal já se passou um pequeno tempo entre o lançamento do II,Desolation. Conte-me um pouco sobre os planos atuais para Feigur, se possível. Podemos esperar algum novo disco em breve?

GVF: Sim! No momento eu estou tentando dar tempo as coisas, eu tenho outro trabalho além de música... Mas eu estou trabalhando no terceiro lançamento no momento, e sim. Posso te dizer que o som será algo mais fascinante e hipnótico do que nunca!

P: Hoje em dia no cenário Black Metal existem varias bandas que se rotulam como ‘’Black Metal Nazistas’’, o que você acha sobre isso? Aproveito essa pergunta para lhe perguntar sobre Religião, você pratica algum culto negro? Refiro-me a satanismo tradicional entre outras coisas do gênero. Eu também gostaria de saber a sua opinião sobre religião, em geral.

GVF: O conceito NSBM é pura viadagem! Em 09 de 10 casos isso é pura provocação, em 01 de 10 músicas eles preferem fazer música Folk! Eu não acredito e não quero tomar parte de qualquer religião ou qualquer coisa disfarçada. Eu tenho minha própria abordagem da espiritualidade e ocupação.

P: Graf Von Feigur, muito obrigado mais uma vez por conceder essa entrevista a nós do Brasil! Foi uma grande honra ter você aqui, e de realizara primeira entrevista sua para cá, sua música é muito especial, parabéns! Deixo o espaço livre para você comentar o que quiser. Muito obrigado!

GVF: Eu que lhe agradeço Peste! A honra foi toda minha meu amigo! Eu o encorajo a ouvir Aluk Todolo’s ‘’Finsternis’’ nós fazemos parte da minoria francesa, aquele que age nas sombras!

[Review] Malkuth - Strongest (2011)

Recentemente o Malkuth lançou o seu novo Full-length intitulado de ''Strongest'', que na tradicional língua portuguesa significa ''Mais Forte''. E após cinco anos, este é o álbum sucessor do Nekro Kult Khaos (Full-length lançado em 2006), mostrando a grande evolução que o Malkuth vem conquistando em suas composições, sem contar com a participação de alguns músicos do cenário pernambucano como Diego D'Urden do Infested Blood.

O ''Strongest'' começa com uma breve introdução atmosférica intitulada de ''Pagão'', que combinou perfeitamente com o vocal de Ângela FullMoon e Catarina Rosa, não só nessa faixa especificamente, mas em outros momentos do ''Strongest'' também. (senti bastante falta da letra dessa breve introdução no encarte do material, mas isso não chega a ser um problema).

A segunda faixa intitulada de ''Age of the Ax'' é bem marcante pelo seu riff ‘cavalgante’ e também em a harmonia de teclado, que foi jogada ao fundo da música, isso fez com que a música transmitisse uma atmosfera bem tradicional no contexto Pagão abordado pela banda. Destaque ao Baixo jogado por Nefando (Vocal/Baixo), nesta música, realmente feito o trabalho do Baixo nesta música ficou muito bom!

''Ginnungagap'' é a terceira faixa do disco tem uma letra muito mística e bastante trabalhada. Para quem não sabe Ginnungagap significa o espaço vazio onde o mundo foi criado (na mitologia nórdica), para os interessados no assunto vale a pena conferir essa música.

Por vez chega ''Ancient Honor'', uma das melhores músicas do ‘’Strongest’’ em minha opinião. A música é anunciada por uma pequena harmonia jogada pelo teclado, e muito após entra apenas o som do Baixo, e em seguida o restante dos instrumentos e vocais femininos, é bem empolgante. Essa música ficou maravilhosa!

''Nas Sombras do Mal A Revelação'' também não deixa a desejar, cantada em português, a banda conseguiu criar um refrão bem marcante. Também não podemos deixar de lado a participação de Diego D'Urden do Infested Blood no solo de guitarra dessa música, os solos ficaram muito bons! Espero que o Malkuth execute o mesmo em shows, pois esses solos deixaram a música com uma harmonia bastante diferente em relação aos trabalhos anteriores da banda.

A sexta faixa do disco intitulada de ''I Am Terrorgod'' é uma música bem tradicional, ao que nós rotulamos de Black Metal, com uma atmosfera totalmente crua e tradicional ao estilo.

''Sol Negro'', mais uma música cantada em português, essa é particularmente a música que eu mais gostei de todo o disco. A mesma chega a ser bem marcante por sua pequena introdução na guitarra, que me lembra vagamente algumas músicas de bandas que se rotulam como ''Depressive Black Metal'', mas logo a música ganha sua agressividade digna de uma música de Black Metal tradicional. A letra dessa música ficou memorável, um tema que realmente merece total respeito e admiração por quem realmente entende do assunto, o Malkuth acertou em cheio nessa canção.

A oitava música do disco é intitulada de ''Malkuth'', após quase 19 anos de estrada o Malkuth cria uma música com o título do mesmo, achei isso fantástico! Já estava na hora da banda ter seu hino e eles conseguiram retratar bastante isso na música. A música em si é muito boa, a harmonia geral ficou em bastante sintonia com a letra, marcada por suas mudanças de ritmos com seus vocais femininos e harmonias de percussão jogada por um Djembe tocado por Ricardo ''Rama'' Shiva e um solo de guitarra muito bem trabalhado isso deixou a música com uma atmosfera bastante honrosa, totalmente Pagã.

''Only Strongest'', é nona e última faixa do disco. Uma música com uma letra bem direta, por sinal. Riffs rápidos, teclados e vocais femininos, essa música soa bastante tradicional ao estilo jogado pelo Mlakuth durante todo esse tempo de estrada.

Uma pequena curiosidade sobre esse disco: Olhe a lista de músicas que fica atrás do CD (no encarte) se você reparar as letras iniciais de cada música forma a palavra Paganismo!







quarta-feira, 7 de março de 2012