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quinta-feira, 8 de março de 2012

The Wings of Desolation


The Wings of Desolation, criado no final de 2011 por P. O conceito ideológico e filosófico, que é transmitido em The Wings of Desolation visa encontrar a liberdade pura do indivíduo, sendo ela no plano causal ou acausal. A essência do homem livre de todas as divindades e ordens que existem em todo o ciclo seguindo o seu real destino e vivendo os seus sonhos de forma elevada através da morte, atingindo o renascimento. Assim livre de tudo e de todos de uma forma totalmente superior.

Atualmente através de suas fontes oficias foi divulgada uma música instrumental intitulada de ‘’The Dance of Melancholy (Part I)’’ Essa canção irá estar no seu álbum de estreia que está em processo de término de gravação, no momento. Também foi divulgada a capa oficial desse trabalho junto com o titulo do mesmo.


The Dance of Melancholy (Part I):

http://youtu.be/R-njI-_kEV8


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Official Soundcloud

Official Youtube

[Entrevista] - FEIGUR

Olá Graf! Antes de dar início a essa entrevista eu gostaria de agradecê-lo por responder minhas perguntas especialmente para o Brasil, é uma grande honra ter você por aqui! Sua arte tem um estilo único, parabéns pelo trabalho e dedicação!

P: Eu confesso que conheci sua música através do myspace há alguns anos atrás e achei o seu trabalho espetacular! Para começar eu gostaria de saber como surgiu a idéia de criar o Feigur e também de saber um pouco sobre as suas fontes de inspirações para criar essa atmosfera única que existe no seu trabalho, se possível.

GVF: Olá Peste! Eu realmente estou muito contente de ver que você tem acompanhado esse projeto por muito tempo. Na verdade, quando comecei o Feigur, eu estava muito inspirado pela música Dark Ambient / Ritualist / Atmospheric. Naquele tempo, eu não sabia tudo, mas eu estava sentindo algo muito intenso. Eu tinha alguns registros em minha casa, mas eu não sou nenhum lunático Black Metal como alguns... Eu tive esse sentimento especial, esta ‘’joia’’ que se desenvolveu intensamente e foi me engolindo, eu estava fazendo algo sozinho para o meu espírito se consumir e também a necessidade de consumi-lo, e é isso que me introduziu a vontade de criar esse projeto. Foi durante a gravação do álbum do Dementia Ad Vitam (meu outro projeto de Dark Ambient). Eu queria fazer algo mais frio e extremo diferente de tudo o que eu já tinha feito até o momento, eu fui desafiado por esse desejo de fazer todo um universo musical criado apenas por mim. Meus objetivos se vincularam com a minha formação musical ligada as bandas que eu estava ouvindo no momento (Immortal, Dimmu Borgir (apenas o For All Tid), Burzum, Wongraven, etc...). Eu também tenho alguma influência progressiva de bandas como Katatonia ou Opeth.

P: Em 2008 foi lançado o I, Pestilence (EP). Conte-me um pouco como foi o processo de gravação e também como foi à repercussão desse trabalho, por favor. Esse foi o primeiro lançamento do Feigur, certo?

GVF: Sim, você está certo! Esse foi o meu primeiro trabalho com esse nome. O processo de gravação foi realmente primitivo, como era a primeira vez eu estava gravando vários instrumentos sozinho. Eu tive que aprender bastante sobre sequenciamento, mixagem e como lidar com toda a tecnologia, meus estudos eletrônicos me ajudaram um pouco para isso, eu acho, mais ainda não era nada perfeito, você sabe... Todos nós aprendemos com os nossos erros. No final tudo apareceu para mim de uma forma muito positiva mesmo eu estando consciente da gravação sendo um pouco desajeitada. Foram lançadas 111 cópias que se esgotaram muito rápido, mas esteja ciente que isso pode ser reeditado em algum momento.

P: A música instrumental ‘’My Return To Ashes’’ é uma espécie de violão clássico, muito bem trabalhado por sinal. Como músico você acha viável adicionar esses elementos não tanto tradicionais em músicas? Refiro-me a não se privar apenas a guitarras com distorção e outras coisas que se tornaram muito comuns nas músicas dos dias de hoje.

GVF: Para mim Black Metal não é apenas guitarras distorcidas, ou bateristas e vocalistas intensos, é uma essência muito forte! É algo muito interessante transpor essa essência com outros instrumentos. Wongraven por exemplo, que é Dark Ambient, e expressa-se como Black Metal puro para mim.

P: Mudando um pouco de assunto, eu gostaria de falar um pouco sobre o II, Desolation, particularmente esse é o meu disco preferido! Não pense que eu estou comentando isso apenas por estar lhe entrevistando (risos), mas é realmente um material que eu acho muito bom! Você conseguiu transmitir total melancolia, solidão, depressão e é claro, desolação nesse disco. Por favor, me conte como foi o processo de criação e gravação desse material tendo em nota o pouco espaço de tempo que existe entre o lançamento do I, Pestilence (2008) em relação ao II, Desolation (2009).

GVF: Muito obrigado! As músicas desse álbum foram escritas logo após o termino da primeira obra. Como eu estava querendo manter as coisas nos trilhos, a minha inspiração me ajudou a fazê-lo, Eu acho que realmente abrir portas por dentro da faixa ‘’The Suicidal Perfection’’, da primeira obra, e eu realmente queria continuar nessa direção, conseguir deixar um grande espaço de evolução musical para o final do álbum, e você nota claramente que quando chegamos na segunda parte (II, Desolation) as coisas são bastantes focadas na desaceleração das funções vitais, hipotermia e finalmente... A morte. Eu conseguir chegar onde queria, no final, o processo de produção, a trilogia só apareceu para mim e definitivamente motivou minhas escolhas para o final desse álbum. Tudo o que foi e vai ser escrito a partir de então irá seguir certas paisagens e por isso o próximo álbum vai ter uma certa unidade, ao contrário dos dois primeiros lançamentos. Eu não me lembro muito bem como fiz para grava-lo, pois tudo for regravado antes do lançamento. Pelo que eu sei, eu estava totalmente perdido em minha mente, e as únicas coisas que me motivavam na vida eram as artes e matemática.

P: Há uma série de casos de suicídios no Black Metal, o Dead do Mayhem, Jon do Dissection, entre vários outros e é um tema muito controverso, na maioria das vezes se torna muito polêmico também. Qual é sua opinião em relação ao suicídio? É algo valido quando você tem um ideal relacionado à morte ou você acha que suicídio é para os fracos:

GVF: Quando você está cercado por pessoas que amam você, mas você não é capaz de amar a si mesmo, o suicídio é visto semanalmente. Quando você está apenas pensando em você, é dito como egoísta. A varias razões para o ato, eu não tenho muito a que dizer.

P: Qual é o seu maior objetivo em relação a sua música?

GVF: Percepção.

P: As capas dos materiais do Feigur lançados e também algumas imagens que podemos encontrar em seu site são totalmente ligadas à natureza, as imagens são muito bonitas por sinal. Eu gostaria de saber de onde surgiu essa idéia, isso combinou bastante com a sua música. É você mesmo quem tira essas fotos?

GVF: Sim, sou eu. Como eu estou sempre fazendo tudo sozinho no Feigur eu estou também captando todas as imagens necessárias para o projeto, ela vem de lugares que eu estou familiarizado a ir, e eu preciso voltar lá muitas vezes, para não perder a fibra que me enche.

P: Será que algum dia irá ter algum show do Feigur ou você não acha isso viável? Por favor, conte-me um pouco sobre essa questão.

GVF: A música do Feigur definitivamente não é para ser apreciada em um show. A principio poderia ter ficado muito bem, mas não chega tão próximo do que transmito em um álbum. Eu não uso muito da cena metal, a maioria das bandas estão usando alguma coisa clichê e isso torna tudo demasiado, gay / pop. Coisa que eu não gosto.

P: Se possível, comente um pouco sobre suas influências musicais, o que você tem ouvido ultimamente? Você ouve alguma música do Brasil?

GVF: Toda minha influencia musical, pelo menos no começo do Feigur veio de bandas como Opeth, Burzum, Katatonia, Dimmu Borgir (antigo), Manes. Mais Feigur e meus sentidos são minhas atuais influências musicais.

P: Eu gostaria de saber se você está trabalhando em algum novo lançamento do Feigur, afinal já se passou um pequeno tempo entre o lançamento do II,Desolation. Conte-me um pouco sobre os planos atuais para Feigur, se possível. Podemos esperar algum novo disco em breve?

GVF: Sim! No momento eu estou tentando dar tempo as coisas, eu tenho outro trabalho além de música... Mas eu estou trabalhando no terceiro lançamento no momento, e sim. Posso te dizer que o som será algo mais fascinante e hipnótico do que nunca!

P: Hoje em dia no cenário Black Metal existem varias bandas que se rotulam como ‘’Black Metal Nazistas’’, o que você acha sobre isso? Aproveito essa pergunta para lhe perguntar sobre Religião, você pratica algum culto negro? Refiro-me a satanismo tradicional entre outras coisas do gênero. Eu também gostaria de saber a sua opinião sobre religião, em geral.

GVF: O conceito NSBM é pura viadagem! Em 09 de 10 casos isso é pura provocação, em 01 de 10 músicas eles preferem fazer música Folk! Eu não acredito e não quero tomar parte de qualquer religião ou qualquer coisa disfarçada. Eu tenho minha própria abordagem da espiritualidade e ocupação.

P: Graf Von Feigur, muito obrigado mais uma vez por conceder essa entrevista a nós do Brasil! Foi uma grande honra ter você aqui, e de realizara primeira entrevista sua para cá, sua música é muito especial, parabéns! Deixo o espaço livre para você comentar o que quiser. Muito obrigado!

GVF: Eu que lhe agradeço Peste! A honra foi toda minha meu amigo! Eu o encorajo a ouvir Aluk Todolo’s ‘’Finsternis’’ nós fazemos parte da minoria francesa, aquele que age nas sombras!

[Review] Malkuth - Strongest (2011)

Recentemente o Malkuth lançou o seu novo Full-length intitulado de ''Strongest'', que na tradicional língua portuguesa significa ''Mais Forte''. E após cinco anos, este é o álbum sucessor do Nekro Kult Khaos (Full-length lançado em 2006), mostrando a grande evolução que o Malkuth vem conquistando em suas composições, sem contar com a participação de alguns músicos do cenário pernambucano como Diego D'Urden do Infested Blood.

O ''Strongest'' começa com uma breve introdução atmosférica intitulada de ''Pagão'', que combinou perfeitamente com o vocal de Ângela FullMoon e Catarina Rosa, não só nessa faixa especificamente, mas em outros momentos do ''Strongest'' também. (senti bastante falta da letra dessa breve introdução no encarte do material, mas isso não chega a ser um problema).

A segunda faixa intitulada de ''Age of the Ax'' é bem marcante pelo seu riff ‘cavalgante’ e também em a harmonia de teclado, que foi jogada ao fundo da música, isso fez com que a música transmitisse uma atmosfera bem tradicional no contexto Pagão abordado pela banda. Destaque ao Baixo jogado por Nefando (Vocal/Baixo), nesta música, realmente feito o trabalho do Baixo nesta música ficou muito bom!

''Ginnungagap'' é a terceira faixa do disco tem uma letra muito mística e bastante trabalhada. Para quem não sabe Ginnungagap significa o espaço vazio onde o mundo foi criado (na mitologia nórdica), para os interessados no assunto vale a pena conferir essa música.

Por vez chega ''Ancient Honor'', uma das melhores músicas do ‘’Strongest’’ em minha opinião. A música é anunciada por uma pequena harmonia jogada pelo teclado, e muito após entra apenas o som do Baixo, e em seguida o restante dos instrumentos e vocais femininos, é bem empolgante. Essa música ficou maravilhosa!

''Nas Sombras do Mal A Revelação'' também não deixa a desejar, cantada em português, a banda conseguiu criar um refrão bem marcante. Também não podemos deixar de lado a participação de Diego D'Urden do Infested Blood no solo de guitarra dessa música, os solos ficaram muito bons! Espero que o Malkuth execute o mesmo em shows, pois esses solos deixaram a música com uma harmonia bastante diferente em relação aos trabalhos anteriores da banda.

A sexta faixa do disco intitulada de ''I Am Terrorgod'' é uma música bem tradicional, ao que nós rotulamos de Black Metal, com uma atmosfera totalmente crua e tradicional ao estilo.

''Sol Negro'', mais uma música cantada em português, essa é particularmente a música que eu mais gostei de todo o disco. A mesma chega a ser bem marcante por sua pequena introdução na guitarra, que me lembra vagamente algumas músicas de bandas que se rotulam como ''Depressive Black Metal'', mas logo a música ganha sua agressividade digna de uma música de Black Metal tradicional. A letra dessa música ficou memorável, um tema que realmente merece total respeito e admiração por quem realmente entende do assunto, o Malkuth acertou em cheio nessa canção.

A oitava música do disco é intitulada de ''Malkuth'', após quase 19 anos de estrada o Malkuth cria uma música com o título do mesmo, achei isso fantástico! Já estava na hora da banda ter seu hino e eles conseguiram retratar bastante isso na música. A música em si é muito boa, a harmonia geral ficou em bastante sintonia com a letra, marcada por suas mudanças de ritmos com seus vocais femininos e harmonias de percussão jogada por um Djembe tocado por Ricardo ''Rama'' Shiva e um solo de guitarra muito bem trabalhado isso deixou a música com uma atmosfera bastante honrosa, totalmente Pagã.

''Only Strongest'', é nona e última faixa do disco. Uma música com uma letra bem direta, por sinal. Riffs rápidos, teclados e vocais femininos, essa música soa bastante tradicional ao estilo jogado pelo Mlakuth durante todo esse tempo de estrada.

Uma pequena curiosidade sobre esse disco: Olhe a lista de músicas que fica atrás do CD (no encarte) se você reparar as letras iniciais de cada música forma a palavra Paganismo!







quarta-feira, 7 de março de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ENTREVISTA – UMBRA MORTA


PESTE: Olá! Para dar inicio a essa entrevista, diga-me, por favor, como surgiu a ideia para a criação da Umbra Morta e também me informe a origem no nome do mesmo, se possível.

Umbra Morta: Eu queria fazer uma banda de Black Metal, mas não encontrava pessoas mais sérias que estivessem interessadas, então optei por fazer tudo sozinho mesmo, foi melhor, até por eu ter mais liberdade na parte de escrever as músicas e por minhas ideias nas letras. O nome Umbra Morta vem de uma música de uma banda russa, se chama "Ithdabquth Qliphoth", o nome é em latim, e significa "Sombra da Morte", eu achei o nome bom porque tinha muita a ver com o que eu queria escrever nas letras, a sombra da morte representa todo o lado "negro" da realidade, morte, desespero, dores, etc.

PESTE: Recentemente você gravou a primeira demo do Umbra Morta intitulada de ‘’Criador, O Opressor’’. Eu gostaria de saber como foi o processo de divulgação desse material, ele foi bem aceito pelo publico? Também diga como você faz para divulgar o seu trabalho.

Umbra Morta: Eu preferi fazer uma divulgação pequena dessa demo, até porque eu acho que ela não foi muito bem produzida, apesar de que algumas pessoas que ouviram gostaram muito do trabalho. A divulgação foi feita mais entre pessoas q eu conhecia mesmo, e foi bem aceita até, foi melhor do que eu imaginava que seria. A Divulgação é principalmente por internet, pelas redes sociais como facebook, soundcloud, orkut, LastFM...

PESTE: Eu gostaria de saber um pouco mais da parte ideológica da Umbra Morta, qual é seu principal objetivo? Você prática algo ligado a Satanismo Tradicional ou algum culto negro ligado ao mesmo, por exemplo?

Umbra Morta: Eu tenho um grande interesse no Satanismo Tradicional, procuro estudar e ler a respeito, eu ainda não sou um praticante de ocultismo, mas me interesso nas práticas. A parte ideológica do Umbra Morta é ligada ao Satanismo, Umbra Morta apóia a antítese anticósmica.

PESTE: Apesar de sua música soar bastante original, não deixamos de notar elementos/influencias de bandas bastante tradicionais. Cite algumas destas influencias, tanto na parte lírica quanto na sonoridade do seu projeto.

Umbra Morta: As influencias são bandas que eu escuto muito, Mayhem, Marduk, Nargaroth, Lustful War, Black Devotion, Dissection entre outras. São bandas que influenciam muito na parte lírica. No começo a ideia era fazer um som mais parecido com um DSBM, mas conforme fui compondo as músicas foram indo pra um lado mais agressivo.

PESTE: Sobre a temática abordada nas músicas, em especial na "Atomic Bombs in the Holy Land", fale um pouco sobre a maneira conotativa da qual você envolveu elementos de guerra com uma temática anticristã.

Umbra Morta: É uma letra sobre ódio contra as religiões abraâmicas, as maiores pragas desse mundo, as bombas atômicas explodindo a terra santa representaria um fim desse Deus e de todo o reino dele, seria o fim dos dias. O calor da bomba atômica seria como o fogo do inferno consumindo a terra e o reino de Deus, como diz em uma parte da letra.

PESTE: Atualmente no Black Metal, existem varias bandas que se dizem fazer um trabalho focado no nazismo e se rotulam de ''Black Metal Nazista / NSBM'', você apoia esse movimento?

Umbra Morta: Eu não apóio, na verdade sou indiferente ao movimento. Eu não gosto quando misturam Black Metal com ideias políticas e coletivistas, apesar de quem faz parte do NS diz que vai além da parte política... Mas eu não gosto. O mesmo para bandas de RABM, eu prefiro que o Black Metal fique longe dessas ideias, eu prefiro que o BM seja mais individualista. Pelo menos ambos os lados incentivam certo ódio e apóiam algumas atitudes extremas...

PESTE: Você vem trabalhando em algum material novo? Eu também gostaria de saber se você sente vontade de fazer shows.
Umbra Morta: Sim, eu estou regravando a demo Criador, Opressor, as quatro músicas estarão juntas no próximo trabalho junto com mais quatro músicas novas. A produção agora está bem melhor, estou usando softwares bem melhores para as gravações, a bateria ainda é programada, mas agora está muito mais trabalhada e tem um som mais natural. Talvez eu lance uma prévia na internet quando alguma música nova ficar pronta.

PESTE: Sobre a atual "cena" nacional, algumas bandas/projetos surgindo com certa fidelidade ao gênero, mesmo que às vezes inovando bastante. Há alguma dessas atuais bandas/projetos que surgem que você apoie?

Umbra Morta: Tem algumas bandas nacionais que gosto muito, como o Maleficarum, Hargonath, Proffanos, Warforged, entre outras. A internet facilitou pra conseguir contatos e achar pessoas interessadas no Black Metal, mas mesmo assim prefiro não me envolver muito com a "cena", há muitas coisas que eu não gosto.

PESTE: O Black Metal é marcado por grandes suicídios, alguns se tornaram grandes lendas como a morte do Dead do Mayhem, por exemplo. O que você tem a dizer sobre essas atitudes? Você acha viável quando se tem um princípio, ou para você é uma atitude para fracos?

Umbra Morta: Cada um tem os seus motivos, não sou contra o suicídio. Algumas pessoas veem a vida como um desafio pra um autodesenvolvimento, outras acham que não vale a pena, cada um deve achar seu caminho. Se uma pessoa não vê mais motivos pra viver o melhor a fazer é se suicidar mesmo. Eu ainda acho que tem muitas pessoas que não se divorciaram da moral cristã e ainda acham que suicídio é algo para fracos e tal. Não gosto de quem acha que suicídio é algo para fracos, é como se uma pessoa fosse obrigada a viver mesmo sem ter um motivo bom pra isso, no final ninguém vai falar "parabéns, você viveu até ficar bem velho". Mas pra mim é isso, cada um com os seus motivos.

PESTE: Você possui algum outro projeto/banda fora a Umbra Morta?

Umbra Morta: fora a Umbra Morta eu tenho um projeto com mais um cara que vive aqui na região onde eu moro, o projeto se chama Tyrannizer. A idéia é fazer um som na linha de Blasphemy, Beherit, Sarcófago, Diocletian e outras bandas nessa linha. A temática vai envolver o Satanismo Tradicional da MLO/TOTBL. Fora isso eu participei de algumas bandas de amigos, mas não foi nada sério.

PESTE : Apesar de ter optado por uma "one man band", há alguma outra banda na sua cidade que você julgue digna e que merece um maior reconhecimento?

Umbra Morta: Na minha cidade não tem nenhuma banda que eu goste muito, mas nas cidades vizinhas tem algumas bandas boas. Recentemente eu fui a um evento de Death/Black metal e gostei muito de uma banda chamada "Lord Satanaquia", além de fazer um bom trabalho eles tinham uma postura bem séria ao vivo.

PESTE: Agradeço a sua participação, e fica aqui o espaço aberto para você deixar suas declarações finais para os leitores e é claro as pessoas que apoiam seu trabalho. Obrigado.

Umbra Morta: Obrigado pelo espaço e apoio. Hail Chaos!

Demonstrações e contatos disponibilizadas nos links abaixo:




P.

ENTREVISTA - BLACK DEVOTION


Agora temos o prazer de reservar esse espaço a Black Devotion, banda de Black Metal de Recife - PE, cujo o único membro e autor das letras, P, reservou seu tempo para dedicar espaço ao Damned Illusion Webzine.

1- Então P, como se deu início a esse projeto?

Olá, saudações a todos os leitores e amigos que apóiam o projeto! Bem, tudo começou a aflorar em 2009 quando eu decidir criar a Black Devotion. Com o decorrer do tempo muita coisa foi fluindo e amadurecendo de uma forma viável para o crescimento do mesmo.

2- Qual o significado por trás do nome Black Devotion?

Black Devotion é um projeto totalmente focado na doutrina da O9A/O.N.A (Order of Nine Angles). O Satanismo Tradicional para a morte.

3- A Black Devotion já lançou algum demo ou álbum? Qual?

Durante esses corridos longos anos em que trabalhei praticamente apenas com a Black Devotion, houveram alguns lançamentos até chegar a pausa do mesmo. ‘’To Slave the Believers’’ – Demo 2010 e recentemente, em 2011 foi lançado um EP intitulado de ‘’The True Devotion’’. Esse material foi lançado em tape no Brasil e também foi lançado em CD através de uma ótima parceria que tive com uns camaradas da Costa Rica.

4- O que você aborda nas letras da Black Devotion?

Ep 2011 - The true Devotion

Eu criei a Black Devotion para através da música poder transmitir os pensamentos e sentimentos que estão em harmonia com éon sombrio, e com isso poder representar adequadamente novas formas de energias Satânicas para operar dentro o plano causal.


5- Quais alianças (zines, selos, distros) obtidas pela Black Devotion?


Como eu já citei em outra questão, aconteceram alguns lançamentos que foram pelos seguintes selos:
Viceral Vomit RECS (Costa Rica) e Desgraça RECS (Brasil). Convido as pessoas que estiverem a procura de algum material da mesma tentar entrar em contato com as pessoas do próprio selo.


6- Quais bandas influenciaram a Black Devotion?

Eu sempre procurei fazer algo bem tradicional, mais eu também sempre tentei criar minha própria identidade no meio do movimento. Minhas influências musicais são de bandas como Watain, Mayhem (Old), Peste Noire, Dissection e Snötårar.

7- Você recebeu alguma ajuda de membros de outras bandas? Quais?

Sim, na faixa ‘’Nobility and Honor’’ da The True Devotion - EP 2011, eu tive uma participação mais que especial de um grande camarada, foi uma grande honra para mim poder contar com a participação do Sir Ashtaroth (Malkuth) nos vocais dessa música.

8- Qual a relação entre as bandas do mesmo gênero em sua cidade?

Eu nunca fui de me misturar muito, eu sou contra muita coisa no movimento atual e isso não é novidade para ninguém, mais eu sempre tive meus companheiros de legião e bandas que respeito bastante, sobre a minha cidade eu apenas, no momento, gostaria de citar o Malkuth como uma banda que eu realmente tenho um contato sério e sem ladainhas. Eu poderia citar várias bandas que fazem parte da historia do movimento por aqui, mas como eu não tenho contato pessoal com os mesmos eu prefiro apenas respeitar e aplaudir o trabalho que alguns vêm realizando durando todos esses anos.

9- Qual tua opinião a respeito do atual cenário Black Metal?


Sobre o cenário atual? Minha resposta será simples, porem bem direta. Já diziam os antigos em seus títulos: ‘’Buried By Time And Dust’’, é isso o que eu penso sobre o cenário hoje aqui no brasil. Não todos, mais a maior parte... não adianta esconder, está tudo quase morto, as bandas e os seguidores não querem mais nada correto como realmente deveria ser, e dá para contar no dedos as pessoas corretas nos dias de hoje. Eu acho que as bandas/projetos novos(as) deveriam se preocupar em criar seu caminho em vez de ficarem fazendo algo focado em uma banda que não está mais nem na ativa, porque se tornaram clássico no passado ou algo do tipo. O que falta no Black Metal é isso. Atitude e menos modismo, sigam o seu destino sem deixar suas influencias e ideias de lado, criem o seu.

10- Muito agradecido, meu caro e espero sucesso a você nesse caminho. Reservo agora este espaço para suas colocações finais.

Obrigado a todos, eu sempre serei grato pelas reais pessoas que sempre apoiaram e irão apoiar a arte que eu fixei com a Black Devotion nesse estado. Um novo projeto será divulgado em breve. Obrigado mais uma vez e até a próxima.
P.

Abaixo vídeos e contatos da banda:




domingo, 5 de fevereiro de 2012

Apresentação

Caro leitor, apresentamos a vocês a versão web do Damned Illusion Zine, que inicialmente foi impressa, mas que com o grande desenvolvimento desse veículo informativo em massa (Internet), e a falta de contribuintes para o impresso, o foco estará agora na tela de seu computador.
O objetivo desse blog será produzir artigos relacionados à cena Black Metal brasileira e internacional, tais como entrevistas com bandas, ideologias, fatos que se relacionam às bases da cena, etc.
Portanto, esteja à vontade para comentar e fazer propostas para enriquecer o conteúdo aqui exposto.

Obs: O Damned Illusion Zine possui formação ideológica com base em nossa visão, sendo os argumentos aqui usados de total responsabilidade de seus autores.


Doom.